Mas a vida é assim. Vem sempre com uma lição na manga. Nos ensinando que temos que ser fortes e sorrir mesmo quando a vontade é chorar e entrar em desespero. Nunca entendi muito bem esse processo de esconder as emoções, mas sei que sempre escondi a minha muito bem. Meu sofrimento não precisa de platéia.
Maio de noventa e três.
domingo, 4 de agosto de 2013
sábado, 22 de junho de 2013
Ando exausta de tudo que pesa minhas costas, da falta de ar que isso me proporciona. Cansada das lembranças de um passado próximo que me faz querer arrumar as malas e voltar correndo pra lá. Cansada de estar aqui em um presente que de presente não há nada, só tristeza. Esses dias têm sido tão pesados, com uma carga - física e emocional - tão gigantes, que me dá vontade de deitar, só deitar; fica ali admirando um nada que me parece melhor que a realidade de estar em pé sobrevivendo. Sobreviver. Essa é a palavra que devo destruir, tirar, esconder da minha vida. Preciso viver. Preciso me agarrar à alguma chance de felicidade que se torne evidente nos próximos dias, mesmo que essa chance seja pequena, mesmo que esteja distante de mim e do meu quarto. Mas antes disso preciso respirar, um ar puro que me dê a coragem suficiente para enfrentar o tempo ruim e acreditar que o céu voltará a ser claro e as nuvens voltarão a ter formatos alegres, assim como antigamente costumavam ser.
Ao que importa: quero viver. Preciso. E vou. Tratar a felicidade como ponto de chegada. Cruzar a linha e não retroceder.
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